terça-feira, 31 de maio de 2016

Irmãos escolhidos para nós e por nós

Irmãos

Irmãs

Os irmãos são escolhidos para nós, nascem do amor e nele devem perdurar.
Quando se tem um irmão, tem-se o que é preciso para se crescer na primeira pessoa. 
Nesse percurso muito rapidamente passamos do plural para o singular, porque com os irmãos saímos do "nós" e chegamos ao "eu". 
É com os irmãos que, pela primeira vez, somos capazes de abraçar, de resmungar, de desabafar, de partilhar e reivindicar.
Com eles caímos, levantamo-nos, brincamos, sorrimos e choramos.
Com os irmãos é sempre mais fácil aprender a ser melhor, a aceitar o outro como parte de si e a superar o que nos quer quebrar.
Os irmãos caminham sempre a nosso lado, nunca se colocam à nossa frente nem atrás de nós, pois juntos somos primeira pessoa do plural.
Uma das coisas mais espetaculares entre irmãos é a capacidade de se completarem, como se de peças de um puzzle se tratasse. Acho que os irmãos são isso mesmo, peças que encaixam, apesar das imperfeições de cada um. 
Seria injusto evocar a maravilha que é ter irmãos se não dedicasse umas palavras aos que são escolhidos por nós. A esses chamamos de amigos e são muito especiais porque só eles têm a capacidade de nos cativar e de nos abraçar com a simplicidade do olhar. 
Ter pessoas assim é IR de MÃOS cheias para a vida e de coração preenchido de amor. 

Até já!

terça-feira, 24 de maio de 2016

Um pedaço de nós


E quando o céu precisa de um pedaço de nós?
Como ficamos?
Oito mil e trinta e cinco dias depois, o céu não devolveu à terra o que lhe roubou. Um dos seres humanos mais generosos que algum dia a habitou.
Mãe, esposa, filha, irmã, amiga, pessoa de coração de extraordinária beleza, capaz de tocar pelo olhar e de abraçar com o coração.
Referência para muitos e especial para tantos.
Quando o céu precisa de alguém assim, não pede licença, simplesmente vem e leva como se fosse seu.
Um assalto destes deixa a terra mais vazia e as pessoas que a ocupam também.
Vinte e dois é o número deste ano, tanto se pode ler da frente para trás, como de trás para a frente. Tal como no número, quem perde um pedaço de si desta maneira, revê os momentos de trás para a frente e da frente para trás e, neste vai e vem, apercebe-se que aquele pedaço que é seu e que o céu roubou, no final, lhe foi devolvido em igual proporção de amor e de saudade.
Quem assim se deixa esgotar, também um dia será roubado aos outros e, nesse dia, habitará por inteiro o céu e o pedaço que ele lhe roubou.

Até já! Afinal, quem nos é roubado nunca nos pertenceu, apenas é nosso aquilo que nos deu e faz sentir.

Heaven (by Carolina Deslandes)


How you use to hold me close
How you always felt like home 
And I know I feel alone
But there's an angel looking out


Até já! (Twenty two is a long time)