domingo, 23 de dezembro de 2012

Vida

É um dom deixar-se surpeender pela Vida e não se antecipar a ela.
 
FELIZ NATAL
 
Até já!

    segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

    As coisas importantes têm que se ouvir com o coração.

    Até já! (não é original, mas gostei)

    domingo, 16 de dezembro de 2012

    ! ?




    Enquanto não encontramos as respostas, temos de viver com as perguntas, até encontrar o nosso caminho.

    Até já! (não é original, mas gostei)

    quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

    CORTAR versus SEGUIR


    São poucos os momentos em que podemos cortar com o passado, mas se for para seguir em frente ... permissão concedida.

    Até já!

    Livro

     
    Por vezes virar e página não é suficiente, é preciso mudar o livro.
     
     
    Até já!

    quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

    Casas assombradas

    Olhar para trás pode ajudar a resolver o presente, mas ficar preso a esse passado nunca foi solução.
     
    Há alturas em que temos de fechar as portas de vez e abrir mão do que já fomos nesse lugar. Nada tem a ver com casas assombradas, isso não existe, mas há muitas vidas a viver na sombra de momentos e sonhos que já o deixaram de ser.
    Para seguir em frente e desenhar novos projetos, temos que dar os passos mais difíceis e talvez os mais desprendidos de sempre, podendo ter de abdicar das muitas esperanças que essas portas testemunharam.
     
    Este fechar a porta é exigente, já que tem que se fazer de forma radical, não dando espaço para se voltar a abrir. Para se viver essa radicalidade é preciso estar disponível a deixar um bocadinho do que já fomos e tivemos, só assim vamos deixar despertar novas possibilidades sem permitir que a nossa vida desapareça à nossa frente. Essa vida está mesmo aí, pronta para ser conquistada e saboreada ao máximo.
     
    Ficar agarrado aos pedaços das casas assombradas pode-nos impedir de viver aquilo que a nós está destinado, mas que nem damos por ela, pois vivemos "cegados" por essa casa que assombra. 
    A solução pode passar por ter de perder tudo o que já se teve e abrir um porta nova, aquela que nos vai tornar possível viver um"new beginning".
     
    Até já! Não na sombra mas na luz.

    Tempo certo

    O tempo é das poucas realidades que pensamos possuir, mas na verdade não é nosso.
    Quando o temos, não sabemos o que fazer com o que ele nos trás, por outro lado, enquanto esperamos o tempo certo, ficamos paralisados agarrados à esperança que as coisas simplesmente aconteçam.
     
    Será que existe o tempo certo?
     
    Sabemo-nos a viver tempos de espera, tempos de desconfiança, tempos de alegria, tempos de angustia, tempos em que as coisas não acontecem, ou em que tudo se passa muito rápido, tempo das vacas gordas ou das vacas magras, tempos que voam, depois há o tempo de correr, o tempo de amar e o tempo de despertar o nosso ser.
    Afinal há uma infinidade de tempos e talvez todos sejam o tempo certo, em cada um deles vamos descobrir um pedacinho de nós e do que a vida nos oferece.
     
    A vida que se conta na areia do tempo, é a que cai muito rapidamente, mas que somos capazes de fazer durar uma eternidade.
     
    Nesta coisa de contar os minutos há uma certeza, nem sempre o NOSSO tempo coincide com o tempo de DEUS e aí é que está a essência do tempo, saber viver na espera, e quando o tempo de Deus acerta com o nosso, então é tempo de SER FELIZ.
     
    Até já! No tempo certo.

    domingo, 11 de novembro de 2012

    Ao longe o mar está sempre calmo




    Durante uma viagem reparei que o mar ao longe parece tão calmo.



    Quando me aproximei, quase o tocando, dei conta da agitação que ele vivia.
    Mar revolto, ondas enormes e cheias de força.





    Os nossos problemas são como o mar, quanto mais próximos estamos deles, mais destruidores e fortes parecem, mas à distância, vão revelar-se muito mais calmos e pacíficos.



    Até já.

    sexta-feira, 9 de novembro de 2012

    Ventos de mudança



    Há momentos das nossas vidas que nos sentimos "soprados" pela mudança, nesses momentos sabemos ter sido "superados" pelos obstáculos, os quais nos apontaram um caminho diferente.
     
    Quando sabemos ser tempo de mudar?
    Quando nos sentimos simples passageiros de uma viagem em que entramos e saímos sem qualquer paragem pelo meio.
    Quando percebemos que a vida é feita de experiências que nos constroem e queremos caminhar na sua direção.
    Quando sabemos não estar (existir) na vida em toda a sua plenitude.
    Quando somos impelidos por um sopro de Deus e/ ou por uma oportunidade gerada por um obstáculo.
    O desejo de mudança acontece quando algo nos faz parar e olhar para a frente, não para trás, e nesse olhar cresce o grande desejo de ser mais feliz.
     
    A felicidade não passa pelo fugir, mas sim pelo procurar e encontrar, para tal é preciso ir à boleia desses ventos de mudança. Todos os dias são bons para que ela aconteca, principalmente se a virmos como uma transformação das nossas vidas, um "redescobrir-nos" no mundo. Nem todas as mudanças são boas, mas nem todas são más, por isso, aproveita a boleia e muda, transforma a tua vida num lugar de beleza.
     
    A mudança de um arrasta a mudança de outros, assim, será um caminho que nunca se fará sozinho.
     
    Só fazendo o caminho, saberemos o que vamos encontrar. 
     
    Até já.
     

    quinta-feira, 8 de novembro de 2012

    Ser capaz



    Parece-me que um dos maiores erros da humanidade é olhar para o que não foi "capaz", está na altura de se concentrar naquilo que é "capaz", só assim vai perceber o quanto consegue alcançar.

    Até já.

    domingo, 28 de outubro de 2012

    Partilha

    Partilhar implica mais do que "um".
    Partilhar abre portas para um caminho onde a troca de experiências, emoções e momentos, acontecem.
     
     
    Partilhar é como "PARTIr" de uma "ILHA" e misturar-se na confusão de um continente, onde as pessoas sozinhas não fazem sentido, nem sabem existir, onde a sobrevivência depende das várias dimensões da natureza, começando pela das relações.
     
    É da partilha que surge o "nós" e nasce a vontade de "ir" cada vez mais longe, mas nunca vazios do que os outros partilharam connosco.
     
    Até já.

    sexta-feira, 26 de outubro de 2012

    Improvável




    As coisas mais improváveis só acontecem nos sítios e nos momentos menos previsíveis.
     
    Até já.

    quinta-feira, 25 de outubro de 2012

    quinta-feira, 18 de outubro de 2012

    Caminhos difíceis

     
      
    A solução para os caminhos difíceis, é convertê-los em pontes.

    A grande questão é saber onde as alicerçar e para onde as conduzir.
     
    Até já!

    quarta-feira, 17 de outubro de 2012

    Flor





    Deixei cair uma flor no rio, ela não se perdeu, foi "arrastada" para dar cor noutro lado.

    Até já!

    terça-feira, 16 de outubro de 2012

    Segredo


    O segredo da vida nao é fazer o que se gosta, mas gostar do que se faz.

    Até já! (não é original, mas gostei)

    domingo, 14 de outubro de 2012

    A árvore que queria crescer

    Havia uma colina habitada por uma grande variedade de árvores de fruto, uma delas era uma árvore muito triste, pois sempre que olhava para o seu lado via árvores, da mesma família, muito maiores e muito mais fortes do que ela.
    A pequena árvore entristecia-se sempre que olhava para a grandiosidade das outras, por isso, todas as noites desejava que o tempo passasse depressa para que ela pudesse crescer e alcançar o céu. Mas este pedido parecia cair em vão, pois todos os anos o seu zelador lhe cortava os ramos, lhe remexia a terra e "catava" os insetos que nela passeavam.
    Todos os anos a árvore dava muitos frutos, mas não crescia como as outras.
    Com o passar das estações as árvores foram desaparecendo, embora fossem grandes, não davam frutos com qualidade e, apesar de longas raízes, pouco custou arrancá-las da terra.
     
     
    Certo dia a pequena árvore desabafou com uma joaninha que por ali ia a passar e nos seus ramos decidiu descansar.
    A joaninha disse-lhe que a árvore tinha muita sorte em ter um zelador como aquele, embora não entendesse as razões que o levavam a fazer as coisas que fazia.
    Ela lembrou que a árvore era muito parecida com os Homens, pois eles existem para ser felizes e a árvore vivia para dar frutos e, tal como os Homens têm problemas, dúvidas e angústias, que se alimentam deles, a árvore tinha parasitas, por isso o zelador cuidava dela com amor. 
    O mesmo acontece com os Homens que têm um zelador que lhes cuida da terra e lhes prepara o caminho, mesmo que eles não o entendam, é para que possam dar bons frutos e ter raízes muito fortes.
    Desde esse dia a árvore passou a respeitar zelador e a amá-lo desde o fundo das suas raízes.

    Até já.

    quarta-feira, 10 de outubro de 2012

    Um presente "fatal" e um futuro "fugitivo"



    Tem graça ver como as pessoas falam do PRESENTE, como se fosse uma "fatalidade" viver ao máximo e tirar dele o melhor que se pode aproveitar, como se não houvesse amanhã (Carpe diem).
    Na realidade o amanhã é um FUTURO que nos está constantemente a escapar pelos dedos, quando lá chegamos passa a ser PRESENTE, é um constante fugitivo.
    Então o FUTURO não existe na perspetiva do "a ver vamos", mas sim do prepará-lo hoje, não como uma fatalidade, mas como um projeto com principio, meio e fim, que deve ser vivido com "devoção"- respeito, afeição e dedicação. A tomada de decisões diária dá um rumo à vida de cada um, dando-lhe sentido e permitindo um acerto constante.
    "Vive o presente orientada para onde queres chegar, para o caminho que queres seguir, mesmo que depois o corrijas. Isso é viver!", são palavras interessantes, sábias e que dão que pensar.
     
    Do PASSADO pouco se diz, "já era", mas teimamos perpetuar a sua sombra na fatalidade do PRESENTE e do FUTURO que foge.
     
    Até já! Onde "todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje" (Provérbio Chinês).



    Conversa

    Uma conversa que se começa, é uma porta que se abre, mas uma conversa acabada, é como uma porta que se fecha PARA SEMPRE.
    Até já! Numa porta aberta ou numa conversa por acabar.


    terça-feira, 9 de outubro de 2012

    Deus fala-nos na "sombra"




     
     
    Quando somos interpelados pelos outros, na realidade é Deus quem nos interpela.
     
    Até já!

    segunda-feira, 8 de outubro de 2012

    Escuras


    Podemos fazer viagens por vários motivos, mas o caminho de ida e de volta pode marcar o sucesso dessa jornada. Ir de olhos bem abertos, para usufruir de tudo o que a viagem e o percurso nos possam oferecer, é fundamental. O simples ato de sentar no sítio certo pode oferecer as melhores vistas ou piores.
    Quando nos levantamos e nos fazemos a caminho, até podemos ir às escuras, mas não podemos arriscar a adormecer  no regresso, também ele faz parte da viagem e podemos não saber em que porta estamos a entrar, e sem dar por ela acabamos por nos sentar no lugar errado.
    Até já! (resumo do tombo)

    terça-feira, 2 de outubro de 2012

    Felizes

    Podemos não ser felizes todos os dias, mas só VIVEMOS se o tentarmos.
     
    Até já

    quarta-feira, 19 de setembro de 2012

    Sair de si


    «”Sair de si” é a pérola preciosa das nossas vidas. E aquele que nunca saiu da concha ainda nem sequer viveu. Quanto mais dou, mais recebo. Quanto mais procuro entender, mais me compreendo a mim próprio. Quanto mais ajudo, mais sou ajudado. E quanto mais me perder em benefício dos outros, mais me encontro.»

    in " Não há soluções, Há caminhos"
    P. Vasco Pinto Magalhães
    Até já

    segunda-feira, 17 de setembro de 2012

    construir vs crescer

     
    Viver é muito mais do que ter raizes, é afundá-las e fazer crescer uma "carcaça" sensível e ao mesmo tempo resistente.
    Neste crescer o ambiente e as experiências condicionam a forma como a árvore cresce, por isso não cresce sozinha, constroi-se simplesmente pelo desejo de se tornar mais forte e pela troca de "favores" com o seu exterior.
     
    Se as raízes estão muito à superfície, de pouco valem, mas quando entranhadas vão construir um tronco capaz de transformar a seiva em frutos, os quais de nada servem senão quando dados aos outros.
     
    Depois há aquelas folhas que têm que cair para dar lugar a novas e são elas que vão converter as impurezas do ar em algo que faz respirar.
     
    Assim é o viver de cada um!
    Assim é o crescer de cada pessoalidade!
    Assim se constroi a identidade da pessoa Humana, a meio caminho de dentro para fora e de fora para dentro, como se de uma troca de "favores" se tratasse.

    Até já!

    domingo, 16 de setembro de 2012

    Dizer

    Se por um lado não dizemos tudo o que pensamos, por outro, nem sempre pensamos naquilo que dizemos.
     
    Até já!

    quarta-feira, 12 de setembro de 2012

    Eli - sentir a viagem



    Sempre que não sabe o que fazer, Eli, que em hebraico significa "O altíssimo", recorre à estrada, ao carro, só lhe apetece andar sem parar, cantar, berrar, chorar, sem que ninguém o veja.

    Entra no carro e coloca a música alto, anda, anda, sem parar.

    Cada km percorrido transforma-se numa procura de novos caminhos, novas viragens, novas soluções, cada cruzamento converte-se numa escolha, a paisagem vai e vem a grande velocidade, como se de cenas de um filme se tratasse, não dá para a apreciar ao detalhe, só sentir a viagem. Eli, ao longo dela, pára para dar abraços, como se de combustível se tratasse, são eles que lhe dão força para seguir até ao apeadeiro seguinte, mas há um momento em que chega ao ponto de viragem, em que tem que regressar e fazer marcha atrás.

    Ao olhar para trás repara que não consegue ver tudo, tendo que recorrer ao sinal sonoro que o carro emite ao se aproximar de um obstáculo, é então que chega à conclusão que "só" olhar para trás não resolve, há que saber o que procurar nesse momento, para depois seguir em frente, o caminho já não passa por "Ali.
     
    E se à paisagem der o nome, VIDA?
    E a viagem se chamar CAMINHO?
    Então, marcha atrás só pode ser PASSADO!
     
    Até já! E boa viagem.

    Relativizar e relacionar

     
     
    "Uma grande tentação nossa é a de absolutizar. Pegar num acontecimento negativo e dizer: “é tudo assim”. Olhar um problema sério e não ser capaz de ver mais nada para além disso. Absolutizar cega e escraviza. O caminho é, pois, o de relativizar, não tirar do contexto, ver também o resto dos acontecimentos e, depois, relacionar com outras exigências. Relativizar e relacionar! Começa aí o caminho de paz.  "

    in " Não há soluções, Há caminhos"
    P. Vasco Pinto Magalhães
     
    Até já!

    terça-feira, 11 de setembro de 2012

    O que nos moveu

    Já alguma vez ouviste dizer que a vida é fácil? Nã.
    E que o mundo é justo? ... Mas de que justiça falo? Aquela que temos de construir cada dia e que nos garante uma identidade de cidadão do mundo e de pessoa humana.
     
    Cada dia que passa, à conta de uma crise que tem muitos nomes e origens, sentimos a ascenção da hipocrisia, em que apenas se sabe olhar para si, e quando digo "para si" não me refiro ao interior, mas sim para o próprio umbigo, aquele que um dia nos uniu a uma das maiores expressões de AMOR, a nossa mãe. Mas onde anda esse AMOR?
     
    Julgo que não há pessoas com o "pacote" completo, não falo apenas dos que estão à minha volta, de mim falo, por isso lutamos todos os dias para SER melhor, pelo menos deviamos fazê-lo. É aqui que surge a urgente construção de pessoas integras, que saibam olhar à sua volta e tomar decisões fundadas no coração, na verdade, na justiça e no AMOR que um dia nos foi passado pelo cordão umbilical, o qual não é o centro de nós proprios mas uma passagem para o nosso coração.
     
    Mas de repente há as lufadas de ar fresco. Surgem as conversas e nelas somos capazes de perceber os pilares da nossa vida, aqueles que conhecem os nossos olhos e neles descobrem o coração.
    É nessa troca de falas que relembramos o caminho que escolhemos, de novo o coração se enche de esperança, pois de tanto dizer "confia" passamos a acreditar e a não baixar os braços.
     
    O que nos moveu no inicio, é o que nos move agora, se calhar de forma bem mais apaixonada, mas neste caminhar, e neste olhar em frente, vai-se percebendo que todos os dias temos que encontrar algo de novo para se gostar, para se lutar.
     
    Até já!



    quarta-feira, 29 de agosto de 2012

    O importante não é o NORTE, mas o sentido que ele dá

    Um dia um anjo recebeu uma bússola, não sabia o que fazer com ela nem porque alguém o tinha presenteado com tal objeto. Seguiu viagem e foi voando de nuvem em nuvem, de coração em coração, vagueando no espaço e no tempo. Na realidade não se sentia bem em lado algum, talvez nem soubesse o que procurar, nem onde ficar. Se havia palavra que perdera sentido era "regressar", pois estava sem chão e apenas lhe apetecia voar, viajar, galgar montanhas e colinas.
    Nesta viagem há um momento em que se depara com uma muralha, tão grande que não podia passar por cima, tão larga que não conseguia contorná-la. Sem saber o que fazer, decide dar alguns passos atrás e pegar na bússola, repara que ela teima indicar uma direção, é aí que junta o Norte ao sentido da muralha e percebe que há outras direções para descobrir.
     
    O anjo decide arriscar e procura aquilo que não sabia que tinha que encontrar nas outras direções. Percebe que o importante não é o Norte, mas o sentido que ele dá à vida de cada anjo, já que apresenta novos caminhos e alternativas. Seguiu viagem e nela encontrou razões para ser feliz e "regressar".
     
    Uma coisa é certa, todas as bússolas indicam o norte, mas nenhuma sabe o caminho, apenas o sentido, quem a tem na mão é que tem que saber o que fazer com ela.
     
    Será que a procura é assim tão importante? Talvez, mas torna-se fundamental tomar consciência "do" sentido, só assim se pode encontrar o que a nós está "destinado", o AMOR.
     
     
     
    Até já! E boa viagem.
     
     
    ,

    domingo, 19 de agosto de 2012

    Sombra



    O sol brilhava bem forte e o céu permanecia limpo, mas aquela luz, quando olhada de frente, cegava, fazia com que eu não fixasse o olhar e o desviasse constantemente. Resolvi dar meia volta, foi aí que me cruzei com um cavalo que já tinha olhado dezenas de vezes, mas só naquele momento o tinha visto de facto. Decidi completar a "meia volta" e fazer o caminho inverso, percebi que a minha sombra ia à minha frente abrindo caminho.
    Foi então que a entendi como uma presença fundamental na minha vida. A luz, tal como os obstáculos, quando diante de mim pode cegar-me e paralisar-me, mas a sombra permanece atrás de mim, sem que eu a veja e sinta, mas está lá a empurrar-me para seguir em frente.
    Quando volto atrás, e fujo do problema, também essa força fundamental está comigo, mas desta vez à minha frente, para que eu entenda que nunca farei o caminho sozinha. Neste percurso terei a possibilidade de "ver" aquilo para que sempre "olhei", só que desta vez com o coração.

    Embora a luz de um obstáculo nos possa cegar, só ela é capaz de nos fazer sentir a presença de algo maior e descobrir as maravilhas que nos rodeiam.

    Até já.

    sexta-feira, 17 de agosto de 2012

    Devolver a face ao outro

    Enquanto procuro escutar o que o silêncio me quer dizer, vejo alguém a desenhar um rosto, é então que percebo que o silêncio serve para conhecer o meu rosto humano e o outro, o espiritual, aquele que me transporta a uma paz interior inexplicável.

    A ultima semana fez-me descobrir os rostos humanos e procurar as palavras que os olhos querem transmitir, está a ser um caminho muito interessante. O desafio está em devolver a face aos outros, o que só é possível se nos olharmos nos olhos.

    Até já.