domingo, 21 de fevereiro de 2016

A chegada - Taizé

A chegada é sempre cheia de novidade. 
Embora o lugar seja o mesmo, tu estás diferente, outros te acompanham e Deus poderá surpreender-te e falar-te com outras "palavras".
Fica atento, silencia o coração e coloca-te à escuta.
À chegada fica disponível para descobrires algo de novo em ti e para ti.

(...)

Até já!


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Uma semana, uma experiência e um encontro - Taizé

Muito poderia dizer dos dias 6 e 14 de fevereiro de 2016, mas escolhi estas palavras:

Na semana que marcou o início da Quaresma, e enquadrada numa iniciativa do Secretariado da Educação Cristã e da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, um grupo de cerca de 433 alunos e professores do Ensino Secundário, da Diocese de Viseu, colocaram-se a caminho da Comunidade de Taizé, no sul de França, onde estiveram durante sete dias. Num total de oito autocarros, foram alunos das Escolas Secundárias Alves Martins (Viseu), Emídio Navarro (Viseu), Mangualde, Oliveira de Frades, Tondela (Tomaz Ribeiro), Viriato (Viseu), Vouzela/ Campia, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul e Satão.

Taizé é aquele lugar que "Deus quis, o Homem sonhou e a obra nasceu" (Fernando Pessoa). Impulsionado pela vontade de Deus, surgiu o sonho do Irmão Roger, para quem era essencial criar um espaço “onde a bondade do coração e a simplicidade estivessem no centro de tudo”. O sonho concretizou-se nesta Comunidade Ecuménica, onde, jovens dos quatro cantos do mundo são desafiados a viver uma semana fundada no Evangelho, através da vida em comunidade, simplicidade, oração e silêncio. 

Em elevado número, alunos das Escolas Secundárias de Viseu responderam “sim” a este apelo, juntando-se a mais de mil portugueses e a outros jovens vindos de França, Itália, Austrália, Polónia, Alemanha, Holanda, entre outros países. Grande parte destes alunos foi surpreendida pelo facto de, com tão pouco, ser possível acolher felicidade tão autêntica nos seus corações. 

Logo pela manhã, antes de almoço e após o jantar, todos foram chamados à oração pelas badaladas dos sinos. Sim, contaram bem, os “miúdos” rezaram três vezes ao dia na igreja da reconciliação o que, para alguns, ainda assim, pareceu pouco. Mas não se ficaram pela oração, viveram momentos de silêncio, partilharam de uma reflexão bíblica diária, em pequenos grupos, e tiveram um espaço onde puderam fazer festa. Para as refeições, também elas simples, uma colher bastava. Dormiram em camaratas, no saco cama que cada um trouxe, e não se ouvia dizer que sentiam falta de internet e da televisão.

Podendo parecer fácil, foi uma semana que exigiu um desprendimento do materialismo, dos enfeites e das distrações do dia-a-dia. Mas graças a este abandono, estes jovens tiveram a possibilidade de partilhar de um pedacinho da experiência do deserto com Jesus.

Nos primeiros dias podiam-se ver os nossos meninos um pouco “perdidos”, pois estavam a descobrir o lugar, as rotinas e a simplicidade. O silêncio e a oração pareciam ser uma novidade, mas cada um, a seu ritmo, encontrou o seu espaço e deixou que o pouco conduzisse ao essencial. E foi aqui que cada um começou a fazer um caminho pessoal e distinto de todos os outros. Foi-lhes apresentado um amigo especial e proposto que, com Ele, fizessem um encontro pessoal.

Este grupo de alunos fez uma peregrinação pessoal com e para Deus. Se para uns resultou numa experiência de Deus, para outros, poderá ter sido um acordar para Deus, um despertar para o encontro pessoal com Jesus, muito através dos outros, do Evangelho e do modo de vida simples da Comunidade de Taizé. Esta semana tocou cada um de modo diferente e suscitou uma experiência pessoal e transformadora.

Na viagem de regresso os alunos puderam partilhar um pouco da sua semana. Se alguns destacaram a simplicidade e a surpresa que foi a oração, outros houve que valorizaram o convívio entre todos, a paz e a serenidade que experimentaram, o facto de sentirem ter crescido na fé e de o perdão passar a ter um significado novo nas suas vidas. Este momento de partilha revelou-se muito enriquecedor, já que o que cada um sentia não era assim tão diferente dos outros, no entanto, o caminho para lá chegar foi, e continua a ser, pessoal.

Taizé é apenas um lugar, mas o que se lá vive é muito especial e profundo. Ir lá só faz sentido quando se regressa, pois é cá, na família, na escola e com os amigos, que cada um tem que ser o “rosto de Jesus”, através de gestos concretos, de um testemunho de alegria e paz. 

Até já! (Tantas palavras sobre uma semana em Taizé e parecem insuficientes )

Nos primeiros dias - Taizé

Nos primeiros dias podiam-se ver jovens um pouco “perdidos”, pois estavam a descobrir o lugar, as rotinas, a simplicidade. O silêncio e a oração parecia ser uma novidade, até que cada um achou o seu espaço e deixou que o pouco conduzisse ao essencial. E foi aqui que cada um começou a fazer um caminho pessoal e distinto de todos os outros. Foi-lhes apresentado um amigo especial e proposto que, com Ele, fizessem um encontro pessoal. Cada um se pôde colocar diante de Jesus e reconhecer n’Ele um companheiro de viagem e um amigo, criando um espaço para Ele nas suas vidas.
Até já! 

sábado, 23 de janeiro de 2016

Ferida que abre sem se ver e doí sem se mexer

Olhei e vi uma ferida ... ferida que se abria com as palavras, mas era nas atitudes que ela se afundava.
O raio da ferida nunca mais sarava. 
Quanto mais nela se mexia, mais ela feria, numa dor que perdurava e que em nada devolvia a harmonia o sossego.

Ferida que assim doí chama-se vingança e pode magoar tanto e tantos,  por levar a parte incerta a essência de cada um. É ferida que abre sem se ver e doí mesmo sem se mexer.

"Olho por olho, dente por dente", não é de vingança que fala, mas de justiça, aquela que obriga a sair de si e a colocar-se no mundo e no lugar do outro.
Penso algum a fará parar de sangrar, não se use o coração para a tratar e o pensamento para a contrariar.
Só o amor e o perdão são capazes de a fazer cicatrizar.



Até já! (O amor e o perdão são a trégua que deixa avançar)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O que amarga na verdade adoça nas conquistas





Um olhar sincero é a porta de um coração livre e janela para o futuro.
De um olhar assim saem palavras duras, de quem quer viver e aprender com a vida, que quer amar e ser feliz, fazer diferente e a diferença, e, nessas descobertas, conseguir dar a volta que tanto se sente chamado a viver.
Mas se são duras as palavras, também são as mais doces, porque o que amarga na verdade adoça nas conquistas. 
Essa porta que se abre, conduz às profundezas da humanidade de cada um e é lá que encontra o melhor e o "pior" de si.
O melhor e o "pior" são ingredientes que falam de cada um e podem despertar um olhar sincero, sim, aquele que é a porta de um coração livre e janela para o futuro.

Até já! 


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Lado nenhum

Caminhar para lado nenhum não será o mesmo que estar parado? Não será andar no fio, avistando o vazio ou estar à espera de cair sem rede? Mas, de que serve a rede se, quando nos colocamos de novo a caminho, o fazemos sem rumo, sem tentar chegar a um final?
Quando se escolhe caminhar assim, para lugar nenhum, o fim não existe, o fim já é passado, é miragem.

Lado nenhum não é lugar, não é fim, não é principio. Lado nenhum é instante, momento, talvez olhar e não ver as oportunidades que a vida tem para oferecer.
Será possível ser feliz caminhando para lado nenhum? Por momentos até pode parecer, mas na realidade, esses momentos sabem a pouco, porque desaparecem como a fumaça de uma acendalha. ... Essa sim, vai para lado nenhum.
Quando assim se caminha, é-se levado. Até se pode pensar que se tem liberdade e que tudo o que se faz é, simplesmente, porque se quer, mas é um erro pensar assim, caminho sem fim é atalho para lado nenhum.
Uma vida sem sonhos, é como subir uma montanha em dia de nevoeiro e ser incapaz de apreciar as maravilhas que a revestem.
Saber onde se quer chegar é ponto de partida para lado algum e aí sim, ... aí é onde os sonhos acontecem.

Até já

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Porque o amor basta ao amor (Khalil Gibran)

"E alguém disse:
Fala-nos do Amor:


- Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem
vos possa ferir.

E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.

Porque assim como o vosso amor
vos engrandece, também deve crucificar-vos
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais frágeis
que tremem ao sol,
também penetrará até às raízes
sacudindo o seu apego à terra.

Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do joio.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.

Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.

Tudo isto vos fará o amor,
para poderdes conhecer os segredos
do vosso coração,
e por este conhecimento vos tornardes
o coração da Vida.

Mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair do campo do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,
mas nunca todas as vossas lágrimas.


O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.

O amor não possui
nem quer ser possuído.

Porque o amor basta ao amor.

E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos escolher,
marcará ele o vosso curso.

O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.

Mas se amarem e tiverem desejos,
deverão se estes:
Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.

Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência do amor,
e sangrar de bom grado e alegremente.

Acordar de manhã com o coração cheio
e agradecer outro dia de amor.

Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.

Voltar a casa ao crepúsculo
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado,
e na boca, um canto de louvor."
(Khalil Gibran)



Até já! (Obrigada P.R.)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

"Isto é tudo o que sei dizer" (Owl City - My Everything )




"Cause you're my light in the dark (...) I'll shine a light cause I am loved"

Até já! ("Tu és a minha luz na escuridão (...) Eu brilho uma luz porque sou amado")

O tempo


O tempo passa muito depressa para nos perdermos nele.
É preciso despertar no "tic-tac" da vida e nele perceber o que é importante de facto, o que dá à vida o que ela precisa.
Afinal o tempo é como um trilho, não serve para nos perdermos, mas para nos encontrarmos.

Até já!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Um grito urgente da criação


Que mundo queremos deixar às gerações futuras?
O tempo de agir é agora, a criação grita por isso.

Até já!

... também se amam


Os amigos também se amam!

Até já! (Para uma menina de 7 anos)

domingo, 13 de dezembro de 2015

Eneagrama - o autoconhecimento


Quando a descoberta de nós próprios é uma surpresa e uma aprendizagem permitimos que as máscaras caiam. 





É incontornável, para chegarmos a nós próprios, o caminho que cada um faz nunca pode fugir do seu centro, da sua essência, ... de si. Tudo o que fala de nós, lá vai dar.



Até já! (Conheces alguém que esteja rodeado de muitos mas se ligue a poucos? E quando se liga fá-lo mais pela razão do que pelo coração? ...)

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Ninguém merece


O sofrimento atroz de tantos filhos leva-me a perguntar, onde estão os pais?

A solidão tão cheia de angustia de tantos jovens, leva-me a questionar o caminho que farão?

Como abrir portas a esta gente grande, que se agiganta face aos problemas e que cresce na procura desesperada de esperança e de felicidade.

Quem me dera ter a solução! A solução não parte de mim, mas pode passar por mim, enquanto viajante nesta terra. 

De que servem os nossos ouvidos, senão para fazer os outros sentir-se acolhidos e seres maravilhosos da criação.

Apesar de eu estar por aqui, muitos há que andam por aí .... quem me dera poder fazê-los sentir, nem que por momentos, um pouco melhor, devolvendo-lhes o sorriso e as razões para sonhar, sim, porque todos nascemos para ser felizes.

Até já!


terça-feira, 17 de novembro de 2015

A viagem ... deixa-te tocar

Pegar na mala e colocar-se a caminho!
Foi o que fez Ianoda, deixou tudo para trás e por horas fez uma viagem. 
As horas deram lugar a dias e até mesmo a anos, Ianoda passou por um monte, pelo coração e sempre em boa companhia.
A vontade de se deixar transformar, e de transformar o mundo à sua volta, fez com que se ficasse pelas migalhas, onde, com tão pouco, se saciou. 
Com migalhas percebeu que pode ser feliz "com" e à "maneira". 
Porque muda de lentes, nunca tão claro ficou o significado da expressão "Je suis", só mesmo "com" força tão grande e à "maneira" da simplicidade o "Je suis" sem "i" deu-lhe um novo sentido. 

No percurso depara-se com um laboratório, nele suscita a vontade de viver experiências que a conduzem ao centro do mundo, ao centro do coração humano, experiências com sentido único, o de "ida".
Numa das paragens percebe que a "medida do amor, é amar sem medida", algo que a lança numa viagem ao interior dela, onde se sente bombeada com o dom do Amor e da Vida.
De passaporte na mão prossegue a viagem e olha-se ao espelho, percebe a necessidade de encontrar a paz no que vem de trás, só depois se lança para frente "com" e à "maneira".
O que no rosto dela se via era reflexo de coração tão grande, pois só um coração assim faz brilhar um sorriso daqueles. 
Ela sabia-se convidada a ser feliz e, também por isso, sorria  e olhava para os outros. 

No final, Ianoda reconhece que o melhor da viagem foi a companhia.
Com ela sentiu-se tocada e, depois de um momento a sós, impulsionada a seguir viagem.
A viagem parece que durou anos ... quando regressou a casa percebeu que o mundo havia mudado, também porque ela estava diferente e porque ela é a "diferença que o mundo tanto precisa".
.
Até já!

sábado, 24 de outubro de 2015

Hoje chove ...

"E, por detrás de cada pensamento, a chuva não para, como o tempo não para. Lúcia sabe que o tempo não para. Cada gota de chuva é uma palavra de Deus, resposta às orações permanentes. Ou talvez as gotas sejam olhos de Deus, multidão atenta, empurrada pelo vento e pela noite. Ou então está um Deus dentro de cada gota de chuva, e todos são o mesmo, e todos juntos têm o tamanho de um só, pousam no telhado e acomodam-se, escorrem pelas paredes, cobrem a casa inteira ou afundam-se diretamente na terra porque têm pressa de voltar ao céu." (José Luís Peixoto, Em teu ventre)

Até já! (Obrigada P.R.)

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Perdido.


Andar perdido?! 
É procurar as respostas fora de si, quando é dentro do coração de cada um que as respostas se escrevem.
Até já!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Grandes escritores, maus leitores

Havia um escritor que escrevia, escrevia, mas não conseguia acabar qualquer capítulo.
Teimosamente, lia e relia o que escrevia, e parecia não sair do sitio.
Sempre que acabava de ler uma página, acrescentava algo de novo, mas de nada lhe valia, pois não conseguia seguir em frente e escrever novas páginas, mantinha-se preso às primeiras.
Tinha algo por resolver em cada uma, era o que pensava constantemente este escritor, sempre que lá voltava, parecia que as palavras já não faziam sentido ou estavam mal arrumadas.
Sempre a mexer, há um dia que decide não voltar atrás, e continua a escrever, mas nessa fase as páginas não pareciam dar continuidade à história, as palavras só atrapalhavam, como se um raio de sol tivesse sido interrompido por uma nuvem ou um sorriso por uma tristeza.
Desgastado desta confusão, sentindo-se de rastos e angustiado, falta-lhe o ar e as palavras certas, bate no fundo e acorda do pesadelo.
Decide fazer algo novo, algo diferente, escolhe seguir em frente, mas não o sabe fazer sozinho.
Abandona tudo e vai assistir a uma peça de teatro, onde descobre um contador de histórias brilhante. 
No final não resiste e procura o ator, com quem fala, acabando por ser surpreendido pela sua clareza e capacidade de desvendar um pouco da história de cada um.
O facto deste ator personificar vários papeis, permite-lhe descodificar cada palavra com genialidade, como se antecipasse cada capítulo que ainda não havia sido escrito. 
É neste momento que o escritor percebe o receio de dar passos no desconhecido, mas é esse mistério, muitas vezes, porta que revela a pessoa que escreve e as palavras que nunca colocou no papel. É esse desconhecido uma surpresa a descobrir.
No teatro, para que cada cena faça sentido é necessário fechar a cortina no final de cada ato, só assim, surgirá nova cena e com sentido renovado, também este escritor teria de arrumar as palavras de cada capítulo de forma definitiva e seguir para o seguinte. 
Só quando toda a obra estivesse escrita a deveria ler. 
O mais certo é que tudo faria sentido, mesmo ficando com a sensação de que outras palavras se poderiam ter escolhido, mas, para aquela história, eram as palavras certas.

Este escritor conclui que é grande a escrever, mas pequeno a ler.

Até já! (E se o livro se chamar vida?)

Afinal, o que é teu?


Nada do que pensas ser teu, te pertence.
Nada...
Apenas as escolhas que fazes são tuas.

Até já!

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Uma sala cheia - "Aqui já fui feliz"


Hoje entrei numa sala de surpresa, pensei encontrá-la vazia, mas vi que estava cheia. 
Cheia de sorrisos, cheia de olhares, cheia de alegria, cheia de sonhos e de corações que palpitam a caminho de algo. 
Estava cheia aquela sala quando lá cheguei e cheia fiquei quando de lá saí.
O que esconde tanto "cheio" não pode ser vazio.
Continuei o caminho e também os corredores e o recreio estavam cheios, e o que os enchia repetia-se nos sorrisos, nos olhares, na alegria, nos sonhos e nos corações que palpitam para algo.
Não conseguindo perceber o que está por trás de tanto "cheio", uma coisa entendi, por momentos, soube sentir o porquê de muitas decisões e de muitas escolhas. 
São momentos como estes que me enchem e preenchem.
Ainda em viagem percebi que, afinal havia uma sala que estava vazia e não era aquela, mas uma bem próxima de mim.

Até já! Aqui já fui feliz.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O que são as palavras?



"As palavras são pássaros que voam livremente!"

Até já! (Escrito por alguém que amo muito. Obrigada, com os teus 10 anos é tanto o que me ensinas.)

domingo, 19 de abril de 2015

sábado, 18 de abril de 2015

Reflexos versus profundidade


Nem sempre vemos em profundidade, ficamo-nos pelos reflexos!

luz do reflexo esconde a sombra da profundidade, talvez por isso, quando olhamos para longe somos incapazes de descobrir o essencial.

Porque nos detêm os reflexos da profundidade?

Até já! 



quarta-feira, 8 de abril de 2015

Hoje é Páscoa


Hoje também é Páscoa, porque hoje temos a possibilidade de ser pessoas novas e renovadas.

Não será assim todos os dias?

Até já!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A caminho da vida nova


O caminho pode ser longo e a cruz pesada, mas a luz que dela vem resulta numa vida nova, proposta de abertura para um mundo, também ele novo, e que deixa sobressair a generosidade de coração.



O que nos falta percorrer para alcançar a ressurreição? 
Um pedacinho da escuridão. 
A escuridão mais cheia de luz de que há memória.

Até já! A caminho da Ressurreição.

sábado, 28 de março de 2015

Ritual ou primavera

Conheço uma árvore que todos os anos repete o mesmo ritual.
As suas folhas desistem de se agarrar a ela e deixam-se cair, ou será que se libertam e passam a desfrutar livremente do vento? 
A imagem da árvore que é a simples ramos e tronco, com saudades e frio, começa a crescer à procura das folhas, mas como nada acontece, ela vê-se obrigada a passar um inverno assim, despida de um pedaço de si e à procura. 
Parece atravessar o deserto, como se de uma quaresma se tratasse.
Quando aparece o calor e uma nova luz, o tronco e os ramos abandonam-se à natureza, deixando-se conduzir por ela, que os presenteia com novas folhas, mais verdes e fortes que nunca.
Todos os anos este ritual trás uma nova esperança, que passa por crescer, ficar mais forte e ganhar uma vida transformada e transformadora.
As árvores ficam despidas de si, mas só assim darão espaço para a novidade que é a primavera da vida. 
E há sempre uma primavera ... oportunidade para viver de novo.
Até já!

quinta-feira, 26 de março de 2015

Obstáculos



Esconde-te atrás do que quiseres, mas nunca atrás de um obstáculo, só depois de o enfrentares ele deixará de existir. 

E quando o obstáculo parece querer levar a melhor, há uma coisa que se chama "esperança", a crença das crenças.


Até já!