terça-feira, 8 de março de 2016

Falaram-me de SAUDADE ... senti-a como ser amada às distância e projetar o amor para longe.
Nesta "coisa" do amor não há longe nem distância, prevalece o bom sentimento de sermos parte do coração de alguém, seja onde for, sem que a barreira do tempo se interponha como obstáculo, mas como vontade, cada vez mais crescente, de se sentir amado.
Se sinto a SAUDADE é porque sou amada e porque amo, isso é um dom que vai ajudar a secar as lágrimas e deixará o coração com a boa sensação de que um dia vai haver um reencontro.
Na SAUDADE não há longe nem distância, simplesmente há este sentimento de querer estar juntos.
Quando a saudade não cabe no coração transborda pelos olhos.

Até já. Com muitas saudades de algumas pessoas.
Há gotas e gotas.
Há as que enchem o oceano e o esvaziam.
Há as que passam ao lado e as que se lançam na corrente.
A última que conheci, tudo fazia para mostrar que sabia por onde ia ... mas não era a ssim, pois julgando-se à boleia da onda, era arrastada por ela, julgando-se capaz de

Nem todos os reflexos eram teflexis de si, mas do que a gota fazia

A gota sabia que a vida lhe oferecia um sentido, esse sentido era o de ida.

O caminho

Hoje ouvi falar do caminho de Santiago, mas na realidade o que ouvi foi um pedaço da vida de alguém.

Pedagogia do amor - Taizé

É fantástico como todos os Icons nos falam de amor. Daquele amor de querer o bem do outro.
São muitos os que se podem rezar na igreja de Taizé, mas fico retida no da Misericórdia. Nele é retratada a Parábola do Bom Samaritano (Lc 10, 30-37)
Olhar para aquela Parábola e rezar aquela história, deixa-me maravilhada. A pedagogia que Jesus utiliza é tão cheia de mistério. 
Jesus usa e abusa da pedagogia do amor, sim do amor que é querer o bem do outro. Para além desta, Jesus deixa abundar a pedagogia do olhar. Nesta história, o Samaritano reveste-se do olhar de Jesus e é tão o Seu rosto.
Olho à minha volta e entro na cena. Aí me perco!
Ao contemplar aquelas imagens revejo-me em tantas delas. Já estive caída, já fui Sacerdote e Levita. E Samaritano? Samaritano também, mas não tantas vezes quantas podia ter sido.
É neste momento que me detenho em tudo o que acontece à minha volta e no barulho provocado por tantos passares ao lado, de tantos fazer vista grossa, de tantos seguir em frente ignorando o outro e fazendo-o sentir-se inferior, de tanta indiferença.
A questão, "e quem é o meu próximo?", dá lugar a uma outra, o que faço ao meu próximo? O que fazemos ao nosso próximo? 
É tão fácil apontar erros aos outros e distanciar-se do gesto do Samaritano que vive aquela história, olhando o outro nos olhos e acolhendo-o num abraço. Como se não bastasse, ainda cuida dele. 
Todos nós somos feitos de remendos, erramos e não é pouco. Quantas vezes nada fazemos para tornar a vida de quem se cruza connosco um bocadinho melhor.  Então a cena repete-se. Qual cena? A de passar ao lado, de fazer vista grossa, de seguir em frente ignorando o outro e fazendo-o sentir-se inferior, aquela cena da indiferença.

Não chega conhecer, é preciso fazer abundar a pedagogia de Jesus, a que nos convida a olhar, a abraçar, a acolher, a cuidar e a amar. 
Amar como? Querendo o bem do meu próximo.
.

Até já! Quantos não deveriam ter passado por nós e, em vez de apontar o erro, o nosso erro, nos tivessem olhado nos olhos e abraçado? Talvez hoje fossemos um bocadinho melhores.

oração de Taizé versos cá

Tanto o Everest como a Serra da Estrela/ Pirineus, são montanhas, mas seria um erro compará-las.
Apesar disso, em ambas podemos desfrutar da beleza, da luz, dos sons, diferentes, mas igualmente belos. Ou seja, o que se tira desse gesto contemplativo é distinto.
E ainda se tenta comparar a oração em Taizé e a oração com canticos de Taizé. Ambas são orações, mas seria um erro compará-las.
Na verdade, nunca, seja qual for o lugar, é possível ter orações iguais, como se isso se medisse, porque cada uma delas nos diz coisas diferentes.
A oração cá é bem diferente da oração em Taizé, o que é normal. Não é uma imitação, não pode ser, porque a oração é sempre original, por isso qualquer uma delas é cheia de novidade. Abra-se o coração para acolher tamanha beleza. O que a faz "funcionar" é trazer dela o melhor, seja onde for, seja como for.

Até já! 


O que se reza - Taizé

Muito do que se reza fica na oração, em vez de converter o coração à ação.

Até já!

segunda-feira, 7 de março de 2016

Sabedoria


As palavras pouco têm de sabedoria. 
Sábias são as experiências e o que delas se tira para a vida.

Até já

domingo, 6 de março de 2016

O despertar de Deus - Taizé

Todas as manhãs se ouvia bater à porta. 
Era hora de despertar e de sair da cama, um novo dia estava à espera.
Em cada amanhecer repetia-se o ritual e nele, o rosto de quem por aquele quarto entrava. Também os olhares ensonados eram os mesmos, bem como o desejo de que esse acordar fosse dócil e sereno.
Apesar de todas as manhãs o sono ficar em suspenso, cada alvorada era diferente, porque cada uma oferecia um novo dia, cheio de oportunidades, descobertas e encontros.
O dia surgia como um presente por desembrulhar e que, a cada amanhecer, começava a desvendar-se.
Mas o ritual não se ficava por aqui, já que no final do dia, noite cerrada, a cena se invertia, era hora de adormecer o dia e de, num fechar de olhos, descansar.
Para quem habitava aquele espaço, era sempre o mesmo rosto e o mesmo olhar que via no principio e no fim do dia, mas para quem aquela porta fechava, o que ficava eram os sorrisos, por vezes tímidos, mas que guardavam um grande encanto.

Pensando bem, este cenário suscita um mistério que parece exceder o simples mover olhos e portas. Não é de um simples sono que cada um é desafiado a despertar diariamente. 
Na realidade, todas as manhãs alguém bate à porta do coração de cada ser humano, no desejo mais profundo que se abra para a vida e para os outros.
Um despertar assim, é um abre olhos para as surpresas de Deus, O residente mais translucido da vida de cada um. Tudo porque n'Ele é mais fácil deixar transparecer a bondade e a paz do coração. 
O simples gesto, bater na "porta", revela o mais profundo desejo d'Ele para que cada um acorde para as Suas surpresas, para que desperte para a vida. 
Tal como no quarto todas as manhãs entrava o mesmo rosto, o que entra no coração é sempre o rosto de Deus, mesmo alguns não O reconhecendo como tal. Este acolhimento acontece muito através dos outros, da simplicidade e do silêncio. O despertar de Deus é sempre dócil, sereno, e pode perpetuar-se ao longo da vida. 
Cada alvorada de Deus é diferente, porque cada uma permite saltar para um novo dia, cheio de oportunidades, descobertas e encontros.
Também a noite para Deus faz sentido, pois é quando se "adormece o dia" que os sonhos começam a desenhar o projeto de cada um com sentido renovado.
Cada dia se pode tornar numa provocação para que cada um se deixe tocar e comover nos gestos, nos olhares e nas conversas.

Este acordar de que vos falo pretende despertar para uma vida nova, transformada e transformadora. Afinal de contas, por cada coração que se desperta, que se comove, se abre para as surpresas de Deus ... o sol brilha mais forte.
Até já!




sábado, 5 de março de 2016

Optar pelo bem - Amor


Para amar não é necessário gostar do outro, mas sim querer-lhe bem. Ou seja, eu até posso não gostar de alguém, mas amo esse alguém na medida em que lhe queira bem.

O amor é exigente, não é? Afinal, ele apenas resulta de uma opção pelo bem.
Até já!

quarta-feira, 2 de março de 2016

Viver da força do perdão - Taizé

Quaresma, conversão e Evangelho. Eis as três palavras que surgem do pó, nesta quarta-feira de cinzas.
É verdade que vêm com três semanas de atraso, mas as palavas quaresma, conversão e Evangelho, permanecem, ou pelo menos deviam permanecer, bem presentes na memória de cada um.

Com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho", cada um se deixa marcar por uma cruz de pó. Sim, é uma marca de cinzas que fica, para que cada um se lembre que aquele momento convida a viver a quaresma como uma transformação interior, como uma conversão do coração.
Que conversão é esta?
Uma conversão que provenha da abstinência de atos egoístas e do fechamento em si, e se passe a refletir no acolhimento do outro.
Uma transformação que resulte, tal como Papa Francisco lembra, de um jejum de pessimismo, de palavras negativas, de descontentamento e de raiva.
Uma mudança que brote do coração e jorre atos de amor.
"Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás", mas se ao pó chamares amor, então, cada um é convidado a lembrar-se que é amor e que ao amor voltará, porque, tal como o pó, o amor é frágil, e é na fragilidade humana que cada um deixa transparecer as mudanças que precisa deixar acontecer para ser feliz.
Esta marca de pó abre o coração ao perdão e ao que de melhor cada um tem. Quaresma são quarenta dias de um caminho, por vezes penoso, que ajuda a centrar-se no essencial, ou seja, no amor.

Para além da imposição das cinzas, desta noite destaca-se a cruz que cada um desenha na mão do outro e que o outro desenha na mão de cada um. É um simples sinal com valor simbólico extraordinário, já que propõe a cada um que acrescente ao seu projeto de vida um compromisso de viver da força do perdão.

Aquela cruz foi um momento de acolhimento no coração do outro, algo que só é possível pelo amor que o Evangelho anuncia.
Assim, de uma noite feita de símbolos, sinais e gestos, nunca é demais recordar, que este dia desafia a uma conversão ao amor.

Até já! (Essa cruz na mão, pode querer dizer que o amor é exigente e se revela em ações concretas.) 

terça-feira, 1 de março de 2016

Self-service versus take-away - Taizé

Olhar para Taizé e comparar a experiência de uma semana com um self-service ou um take-away pode parecer inadequado, mas não é descabido.
Ora vejamos! Ir a Taizé não é como ir a um self-service, em que cada um se serve do que quer, quando quer, como quer. Por outras palavras, em que cada um decide pôr em prática um projeto centrado em si, escolhendo quando rir, quando chorar, o que sentir, quando e quem abraçar, ..., tudo isto são coisas que não devem sair de si de forma controlada, se assim for, está a condicionar-se experiência e a viver o seu plano e não o que Deus tem sonhado para si. É aqui que entra o take-away.
Numa semana em Taizé cada um tem a possibilidade de pegar no que Deus lhe concede/ desperta no coração, e levar isso para casa. 
Em Taizé não és tu que te serves, é Deus quem te dá tudo pela oração, a simplicidade, os olhares, as conversas, os gestos e o silêncio. É Ele que te toca, por isso, para que Deus te sirva o que mais precisas, tens de Lhe dar espaço e ser capaz de O acolher.

Enquanto take-away, cada um chega, pára e é convidado a fazer uma viagem ao coração, à sua vida e à vida dos que lhe são importantes. E é aqui que Deus entra, como se de um drive-in se tratasse. É aqui que Deus faz "estragos" à dieta do amor e lhe junta novos nutrientes, bem saudáveis, como a generosidade, a misericórdia, o perdão, a alegria, ... .
Se no self-service cada um apenas se centra no projeto que quer para si, não deixando que nesse "serviço" entre Deus de forma clara, no take-away cada um é capaz de acolher o projeto que Deus tem para si e que se vai concretizar quando regressa a casa. Será um projeto em que cada um participa com sentido renovado e reforçado.

Ao fazer esta analogia não se está a dizer que Taizé é como uma cadeia de restaurantes, mas que alimenta muitos corações, alimenta.

Até já! (Há quem acrescente drive- through ou o gourmet ... cada um use  a imaginação) 


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A melhor parte da viagem - Taizé

Já quase chegados a casa surge a surpresa de onde menos se espera e vem de quem nos conduzia. Pensávamos nós que apenas nos trazia em segurança para casa, mas aconteceu mais do que isso.
De forma espontânea surge a partilha do motorista do autocarro, de seu nome "H", também ele encantado com os Km's que lhe calharam. 
Dizia ele que lhe tinha calhado a melhor parte da viagem.
Tinha estado atento ao ambiente e às palavras que se multiplicavam nas colunas do autocarro, e estava maravilhado com as coisas que ouvira, pois sentia nelas sinceridade e muita alegria. 
Ele dizia que os miúdos estavam felizes e que tinham conquistado essa felicidade de forma tão simples. Como era possível rezar várias vezes ao dia, comer o que não estavam habituados, dormir em saco cama, sem internet e acabar por dizer aquelas coisas tão sinceras? Eles falavam de Deus como se o tivessem encontrado.
Quando demos por ela o Sr. "H" estava a falar da sua vida e de como nela já tinha sentido Deus.
Escutar as palavras do Sr. "H" foi tão especial e tornou o regresso mais sentido.
Quer queiramos, quer não, a melhor parte da viagem é o regresso e o voltar para onde somos precisos, com aquilo que conquistamos.
Até já!




domingo, 28 de fevereiro de 2016

Começa a aventura - Taizé

Ser chamado a regressar naquele dia, até custa um bocadinho, mas é bom voltar para os nossos, para os que nos amam e precisam de nós. 
É verdade que deixar para trás aquela aldeia, o que lá se viveu e sentiu, chega a prender-nos à ilusão que ficar é que era bom, mas não é assim que tem de ser. 
Será exigente permanecer com aquela paz e alegria que se encontrou durante a semana, mas é aí que começa a aventura. 
É em casa que tudo faz sentido e que tudo ganha forma, é com a família, os amigos e os colegas que somos precisos e existimos no dia-a-dia.
Desengane-se quem pensa que ficar lá seria perfeito, pois não existe tal coisa. 
O que cada um trouxe de lá passa, agora, a ser mais preciso cá.

Até já!

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Uma "chama" que convida a ser feliz - Taizé

É sábado e só hoje a semana parece fazer sentido. Tudo nela prepara a chegada deste momento, em que de uma simples vela se faz crescer uma luz que contagia os corações de um igreja inteira.
Quando ela se acende, cada um se sabe pronto para se fazer à estrada, pois se o que iluminava o seu coração era a escuridão, hoje ele é habitado por uma "chama" que convida ao amor e a ser feliz.
Na realidade, naquele momento, não é uma vela que se incendeia, mas o coração de cada um.
Quando aquela luz, que vem do outro, se encontra com a vela apagada de cada um, dá-se um milagre que a anima e preenche o coração com amor e alegria.
Aquele clarão suscita o encontro mais sereno destes dias. Cada um é invadido por uma calma muito "estranha" e a sensação de "estar preparado para ir", de se colocar a caminho.
Cada luz tem um significado que pertence a quem a segura e a "reza" num processo contemplativo de grande intimidade com Deus.
Por vezes é grande a luta para manter vivo aquele brilho, surgindo a interrogação: se para aguentar a minha chama acesa em Taizé não é tarefa fácil, como fazer em casa e na minha vida?

Até já! (Fica o desejo que haja luz no caminho de cada um, sim, aquela luz que partiu de "Um" e tocou a todos)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A noite mais silenciosa da semana - Taizé

A caminhar para o regresso, surge a noite mais silenciosa da semana, aquela que propõe uma renovação. 
É a noite em que as palavras dão lugar ao pensamento, ao abandono, à entrega e ao abraço.
Tocar aquela cruz é muito mais do que contacto, é colocar-se diante de Jesus e abrir-lhe o coração. É criar espaço para Ele e colocá-Lo no centro.
É um momento em que, para além de O escutar, se faz ouvir a voz de cada um com palavras do coração.
Ele contigo e tu com Ele, e no espaço deixado por cada um, fica O abraço, aquele que suporta, acolhe e envia ... hoje só faz sentido assim.
Até já!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O que ali se respirava era Deus - Taizé

Aquela quinta feira não foi igual às que costumamos passar quando estamos em casa.

Naquela, em particular, o tempo parecia andar mais rápido. Não era o relógio que dava as horas, mas sim os sinos. Cada vez que tocavam, eram horas que o mundo avançava ... o mundo de cada um. 
Já se podiam escutar expressões como, "está quase a acabar" ou "está a chegar ao fim", mas o fim de uma coisa é o inicio de outra, por isso, há que viver uma (o fim) e preparar a outra (o principio).
Ecoavam, ainda, naqueles corações pensamentos que desejavam que rezar em casa fosse tão "fácil", e até pode ser, basta que cada um se coloque diante de Jesus e o escute. E que fosse tão "bonito" como ali, o que é, pois em Taizé ou em qualquer lugar, cada um fica a sós com Deus e esse momento é tão cheio de surpresa e beleza. 
Mas escutá-Lo não é assim tão fácil. Porquê? Basta que cada um O queira ouvir.
Naquela quinta-feira, os abraços davam lugar a olhos "esbugalhados" que tentavam captar o máximo de Deus. Sim, de Deus? Porque o que ali se respirava era Deus. Aquele Deus Amor, que acolhe e te abraça. Tudo, naquela quinta-feira nos começava a falar de Deus de forma mais clara. 
Cada um podia encontrar Deus, mesmo sem se aperceber. Deus estava presente no silêncio, na oração, na alegria, nos olhares, nos gestos, no vento, na chuva, nas lágrimas, nas fotos, nos postais e nas conversas. 
Mas Deus não estava sozinho. Jesus sempre ali esteve na cruz e no Sacrário e o Espírito Santo naquela brisa que se escutava durante o silêncio.

Até já!(Saltei as Cinzas ... está a ser difícil encontrar as palavras)


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Silenciar as palavras - Taizé

Ora chove, ora faz sol ... assim vai a terça feira.
Tal como no exterior, a oscilação meteorológica parece refletir-se no coração de cada um. 
Muitos não sabem para que estão ali. Mais do que um ciclone de ideias e sentimentos, há um tsunami a inundá-los e a varrer os seus corações, levando-os a questionar tantas e tantas coisas que tinham como certas. 

Nem tudo o que se vê parece duradouro, nem tudo o que se sente parece real.  

Cada momento deve ser tido como um desafio constante, desejo continuado de que o que não parece ser para sempre, perdure no tempo, e o que suscita dúvidas de ser real, passe a ser parte de cada um.
Acolher o outro, pode ser um caminho, mas não chega. Há que desejar que algo transformante aconteça e que se concretize num sentido pessoal na vida de cada um.
Quem ainda tem o coração fechado, tem a possibilidade de o "escancarar" para algo novo. É o momento de silenciar as palavras, para melhor escutar o essencial.
Até já! (Deus fala na brisa do silêncio. [obrigada C.])

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O primeiro dia da semana abre portas à transformação - Taizé

Ouve-se falar em criar novos amigos, em passar uma semana diferente, em desligar da rotina diária, mas falta o que faz esta semana levedar, falta o que nos chama àquele lugar e incluir Jesus na lista dos "novos" amigos.

Para alguns, Esse amigo não será uma novidade, mas nesta semana reencontra-O na simplicidade, no silêncio, nas conversas, nos abraços e na oração.

O primeiro dia da semana abre portas à transformação que vai acontecendo no coração de cada um, a cada momento.

Se a segunda feira é o dia para desacelerar, fica o desejo que os próximos sirvam para tocar o essencial, encontrar um lugar novo no mundo e dar espaço às surpresas de Deus.
Até já!

domingo, 21 de fevereiro de 2016

A chegada - Taizé

A chegada é sempre cheia de novidade. 
Embora o lugar seja o mesmo, tu estás diferente, outros te acompanham e Deus poderá surpreender-te e falar-te com outras "palavras".
Fica atento, silencia o coração e coloca-te à escuta.
À chegada fica disponível para descobrires algo de novo em ti e para ti.

(...)

Até já!


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Uma semana, uma experiência e um encontro - Taizé

Muito poderia dizer dos dias 6 e 14 de fevereiro de 2016, mas escolhi estas palavras:

Na semana que marcou o início da Quaresma, e enquadrada numa iniciativa do Secretariado da Educação Cristã e da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, um grupo de cerca de 433 alunos e professores do Ensino Secundário, da Diocese de Viseu, colocaram-se a caminho da Comunidade de Taizé, no sul de França, onde estiveram durante sete dias. Num total de oito autocarros, foram alunos das Escolas Secundárias Alves Martins (Viseu), Emídio Navarro (Viseu), Mangualde, Oliveira de Frades, Tondela (Tomaz Ribeiro), Viriato (Viseu), Vouzela/ Campia, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul e Satão.

Taizé é aquele lugar que "Deus quis, o Homem sonhou e a obra nasceu" (Fernando Pessoa). Impulsionado pela vontade de Deus, surgiu o sonho do Irmão Roger, para quem era essencial criar um espaço “onde a bondade do coração e a simplicidade estivessem no centro de tudo”. O sonho concretizou-se nesta Comunidade Ecuménica, onde, jovens dos quatro cantos do mundo são desafiados a viver uma semana fundada no Evangelho, através da vida em comunidade, simplicidade, oração e silêncio. 

Em elevado número, alunos das Escolas Secundárias de Viseu responderam “sim” a este apelo, juntando-se a mais de mil portugueses e a outros jovens vindos de França, Itália, Austrália, Polónia, Alemanha, Holanda, entre outros países. Grande parte destes alunos foi surpreendida pelo facto de, com tão pouco, ser possível acolher felicidade tão autêntica nos seus corações. 

Logo pela manhã, antes de almoço e após o jantar, todos foram chamados à oração pelas badaladas dos sinos. Sim, contaram bem, os “miúdos” rezaram três vezes ao dia na igreja da reconciliação o que, para alguns, ainda assim, pareceu pouco. Mas não se ficaram pela oração, viveram momentos de silêncio, partilharam de uma reflexão bíblica diária, em pequenos grupos, e tiveram um espaço onde puderam fazer festa. Para as refeições, também elas simples, uma colher bastava. Dormiram em camaratas, no saco cama que cada um trouxe, e não se ouvia dizer que sentiam falta de internet e da televisão.

Podendo parecer fácil, foi uma semana que exigiu um desprendimento do materialismo, dos enfeites e das distrações do dia-a-dia. Mas graças a este abandono, estes jovens tiveram a possibilidade de partilhar de um pedacinho da experiência do deserto com Jesus.

Nos primeiros dias podiam-se ver os nossos meninos um pouco “perdidos”, pois estavam a descobrir o lugar, as rotinas e a simplicidade. O silêncio e a oração pareciam ser uma novidade, mas cada um, a seu ritmo, encontrou o seu espaço e deixou que o pouco conduzisse ao essencial. E foi aqui que cada um começou a fazer um caminho pessoal e distinto de todos os outros. Foi-lhes apresentado um amigo especial e proposto que, com Ele, fizessem um encontro pessoal.

Este grupo de alunos fez uma peregrinação pessoal com e para Deus. Se para uns resultou numa experiência de Deus, para outros, poderá ter sido um acordar para Deus, um despertar para o encontro pessoal com Jesus, muito através dos outros, do Evangelho e do modo de vida simples da Comunidade de Taizé. Esta semana tocou cada um de modo diferente e suscitou uma experiência pessoal e transformadora.

Na viagem de regresso os alunos puderam partilhar um pouco da sua semana. Se alguns destacaram a simplicidade e a surpresa que foi a oração, outros houve que valorizaram o convívio entre todos, a paz e a serenidade que experimentaram, o facto de sentirem ter crescido na fé e de o perdão passar a ter um significado novo nas suas vidas. Este momento de partilha revelou-se muito enriquecedor, já que o que cada um sentia não era assim tão diferente dos outros, no entanto, o caminho para lá chegar foi, e continua a ser, pessoal.

Taizé é apenas um lugar, mas o que se lá vive é muito especial e profundo. Ir lá só faz sentido quando se regressa, pois é cá, na família, na escola e com os amigos, que cada um tem que ser o “rosto de Jesus”, através de gestos concretos, de um testemunho de alegria e paz. 

Até já! (Tantas palavras sobre uma semana em Taizé e parecem insuficientes )

Nos primeiros dias - Taizé

Nos primeiros dias podiam-se ver jovens um pouco “perdidos”, pois estavam a descobrir o lugar, as rotinas, a simplicidade. O silêncio e a oração parecia ser uma novidade, até que cada um achou o seu espaço e deixou que o pouco conduzisse ao essencial. E foi aqui que cada um começou a fazer um caminho pessoal e distinto de todos os outros. Foi-lhes apresentado um amigo especial e proposto que, com Ele, fizessem um encontro pessoal. Cada um se pôde colocar diante de Jesus e reconhecer n’Ele um companheiro de viagem e um amigo, criando um espaço para Ele nas suas vidas.
Até já! 

sábado, 23 de janeiro de 2016

Ferida que abre sem se ver e doí sem se mexer

Olhei e vi uma ferida ... ferida que se abria com as palavras, mas era nas atitudes que ela se afundava.
O raio da ferida nunca mais sarava. 
Quanto mais nela se mexia, mais ela feria, numa dor que perdurava e que em nada devolvia a harmonia o sossego.

Ferida que assim doí chama-se vingança e pode magoar tanto e tantos,  por levar a parte incerta a essência de cada um. É ferida que abre sem se ver e doí mesmo sem se mexer.

"Olho por olho, dente por dente", não é de vingança que fala, mas de justiça, aquela que obriga a sair de si e a colocar-se no mundo e no lugar do outro.
Penso algum a fará parar de sangrar, não se use o coração para a tratar e o pensamento para a contrariar.
Só o amor e o perdão são capazes de a fazer cicatrizar.



Até já! (O amor e o perdão são a trégua que deixa avançar)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O que amarga na verdade adoça nas conquistas





Um olhar sincero é a porta de um coração livre e janela para o futuro.
De um olhar assim saem palavras duras, de quem quer viver e aprender com a vida, que quer amar e ser feliz, fazer diferente e a diferença, e, nessas descobertas, conseguir dar a volta que tanto se sente chamado a viver.
Mas se são duras as palavras, também são as mais doces, porque o que amarga na verdade adoça nas conquistas. 
Essa porta que se abre, conduz às profundezas da humanidade de cada um e é lá que encontra o melhor e o "pior" de si.
O melhor e o "pior" são ingredientes que falam de cada um e podem despertar um olhar sincero, sim, aquele que é a porta de um coração livre e janela para o futuro.

Até já! 


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Lado nenhum

Caminhar para lado nenhum não será o mesmo que estar parado? Não será andar no fio, avistando o vazio ou estar à espera de cair sem rede? Mas, de que serve a rede se, quando nos colocamos de novo a caminho, o fazemos sem rumo, sem tentar chegar a um final?
Quando se escolhe caminhar assim, para lugar nenhum, o fim não existe, o fim já é passado, é miragem.

Lado nenhum não é lugar, não é fim, não é principio. Lado nenhum é instante, momento, talvez olhar e não ver as oportunidades que a vida tem para oferecer.
Será possível ser feliz caminhando para lado nenhum? Por momentos até pode parecer, mas na realidade, esses momentos sabem a pouco, porque desaparecem como a fumaça de uma acendalha. ... Essa sim, vai para lado nenhum.
Quando assim se caminha, é-se levado. Até se pode pensar que se tem liberdade e que tudo o que se faz é, simplesmente, porque se quer, mas é um erro pensar assim, caminho sem fim é atalho para lado nenhum.
Uma vida sem sonhos, é como subir uma montanha em dia de nevoeiro e ser incapaz de apreciar as maravilhas que a revestem.
Saber onde se quer chegar é ponto de partida para lado algum e aí sim, ... aí é onde os sonhos acontecem.

Até já

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Porque o amor basta ao amor (Khalil Gibran)

"E alguém disse:
Fala-nos do Amor:


- Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem
vos possa ferir.

E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.

Porque assim como o vosso amor
vos engrandece, também deve crucificar-vos
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais frágeis
que tremem ao sol,
também penetrará até às raízes
sacudindo o seu apego à terra.

Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do joio.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.

Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.

Tudo isto vos fará o amor,
para poderdes conhecer os segredos
do vosso coração,
e por este conhecimento vos tornardes
o coração da Vida.

Mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair do campo do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,
mas nunca todas as vossas lágrimas.


O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.

O amor não possui
nem quer ser possuído.

Porque o amor basta ao amor.

E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos escolher,
marcará ele o vosso curso.

O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.

Mas se amarem e tiverem desejos,
deverão se estes:
Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.

Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência do amor,
e sangrar de bom grado e alegremente.

Acordar de manhã com o coração cheio
e agradecer outro dia de amor.

Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.

Voltar a casa ao crepúsculo
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado,
e na boca, um canto de louvor."
(Khalil Gibran)



Até já! (Obrigada P.R.)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

"Isto é tudo o que sei dizer" (Owl City - My Everything )




"Cause you're my light in the dark (...) I'll shine a light cause I am loved"

Até já! ("Tu és a minha luz na escuridão (...) Eu brilho uma luz porque sou amado")

O tempo


O tempo passa muito depressa para nos perdermos nele.
É preciso despertar no "tic-tac" da vida e nele perceber o que é importante de facto, o que dá à vida o que ela precisa.
Afinal o tempo é como um trilho, não serve para nos perdermos, mas para nos encontrarmos.

Até já!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Um grito urgente da criação


Que mundo queremos deixar às gerações futuras?
O tempo de agir é agora, a criação grita por isso.

Até já!

... também se amam


Os amigos também se amam!

Até já! (Para uma menina de 7 anos)

domingo, 13 de dezembro de 2015

Eneagrama - o autoconhecimento


Quando a descoberta de nós próprios é uma surpresa e uma aprendizagem permitimos que as máscaras caiam. 





É incontornável, para chegarmos a nós próprios, o caminho que cada um faz nunca pode fugir do seu centro, da sua essência, ... de si. Tudo o que fala de nós, lá vai dar.



Até já! (Conheces alguém que esteja rodeado de muitos mas se ligue a poucos? E quando se liga fá-lo mais pela razão do que pelo coração? ...)